domingo, 27 de julho de 2014

MOVIMENTOS DE HOJE

Viva as Mulheres Negras! Viva a luta anti-racista!

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Mulher Negra
A União Brasileira de Mulheres divulgou nota por ocasião do 25 de Julho, Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. O feminismo emancipacionista tem como esteio teórico o entrelaçamento da questão racial à questão de classe e de gênero, por isso, fortalecer a luta da mulher negra é uma das diretrizes do 9º Congresso Nacional da entidade. Leia a íntegra da nota.
A União Brasileira de Mulheres – UBM homenageia a todas as mulheres negras, pelo 25 de julho, Dia da Mulher Negra
Marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe, o dia 25 de julho é reconhecido como Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha.
No Brasil, a Presidenta Dilma o instituiu também como homenagem à vida e luta de Tereza de Benguela, liderança maior do Quilombo Quaritetê, no Mato Grosso do Sul, que resistiu à escravidão e lutou pela liberdade por mais de duas décadas, no séc. XVIII.
Ao homenageá-la, rendemos honras às grandes lutadoras e pensadoras do feminismo, que têm como principal característica a resiliência e a coragem de lutar por igualdade, respeito, liberdade, autonomia, emancipação e afetividade, como Lélia Gonzáles, Carolina de Jesus, Mãe Menininha do Gantois, Maria Firmina, Teresa Santos e todas as outras 50 milhões de mulheres negras desta nação.
As mulheres negras são maioria absoluta e relativa na população feminina e, segundo dados do IPEA, representam um quarto da população brasileira.
Contudo, se pensarmos em ocupação de espaços de poder, podemos observar que apenas a Senadora Benedita da Silva foi governadora neste país. Nem mesmo na região norte, onde somam 74,7% da população feminina, ou no nordeste, onde são 69,9% uma mulher negra ocupou o principal cargo político do governo. Em 126 anos de República, apenas uma mulher negra ocupou uma cadeira Senado Federal.
Os mesmos dados demonstram que ainda são as mulheres negras as mais afetadas pelas desigualdades sociais e de renda: sustentam sozinhas 51,1% das famílias chefiadas por mulheres; recebem apenas 51% da remuneração recebida pelas brancas e a renda familiar em 69% dos casos é inferior ao salário mínimo.
A luta das mulheres negras por igualdade e contra toda a opressão também é a luta da União Brasileira de Mulheres!
Viva as Mulheres Negras! Viva a luta anti-racista!
União Brasileira de Mulheres

Fonte: http://www.ubmulheres.org.br/component/content/article/14-mocoes/922-viva-as-mulheres-negras-viva-a-luta-anti-racista.html

Projetos desenvolvidos pela UBM

Projeto “Combate a discriminação e exclusão da mulher negra no acesso ao atendimento a saúde”

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As especificidades da luta da mulher negra são encontradas no projeto da UBM “Combate a discriminação e exclusão da mulher negra no acesso ao  atendimento a saúde”. O objetivo é contribuir para a humanização do atendimento a saúde, estimulando o enfrentamento das discriminações contra as mulheres negras. Também se propõe a incentivar o controle social de Política Nacional de Saúde Integrada da População Negra, no processo de formação e educação das mulheres negras usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), num esforço para superar os fatores que determinam as expressões de maior vulnerabilidade da população negra como, por exemplo, a anemia falciforme.

Projeto “Rede Cultural da Mulher”

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A UBM trabalha em rede para reforçar identidades e promover a construção de cidadania. Em parceria com o Ministério da Cultura, implantou a “Rede Cultural da Mulher”, projeto que envolve quatro Pontos de Cultura nas cidades de Ribeirão Pires/SP, João Pessoa/PB, Goiânia/GO e Niterói/RJ. A implementação destes pontos de cultura representa uma contribuição significativa para a minimização das diferenças entre homens e mulheres.

Projeto “Fortalecimento e Controle Social dos Direitos da Gestante a um Parto Seguro”

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No Brasil, apesar da implementação do Pacto pela Redução da Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde, o país ainda convive com alto índice de mortes maternas. O projeto da UBM “Fortalecimento e Controle Social dos Direitos da Gestante a um Parto Seguro” visa contribuir para a redução de mortes maternas evitáveis, divulgando juntos às mulheres gestantes e profissionais da saúde a LEI 11.634/2007. 

Projeto “Mulher Mais Política, Mais Poder”

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Apesar dos avanços e conquistas legais, as mulheres continuam enfrentando, em sua vida cotidiana, desafios tais como: discriminação no mercado de trabalho, desigualdade de oportunidades, dificuldades para se capacitar profissionalmente, exercício da dupla jornada de trabalho, pouca presença em posições de poder e de decisão, sobretudo, nas esferas do poder político.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Seminário de Formação da União Brasileira de Mulheres-RJ



 Sob o tema “OS DESAFIOS DA CORRENTE EMANCIPACIONISTA NA ATUALIDADE”, a União Brasileira de Mulheres- (UBM) , seção Rio de Janeiro realizou na cidade de Nova Iguaçu, o Seminário de Formação.


 UBM-RJ
A presidenta do PCdoB-RJ, Ana Rocha, no Seminário de Formação da UBM-RJ.
 
O evento contou com a presença de 45 mulheres de 11 municípios: Rio de Janeiro, Niterói, Itaboraí, Nova Iguaçu, Caxias, Belfo Roxo, Queimados, São João de Meriti, Angra dos Reis, Mangaratiba, Itaguaí. O Seminário teve uma agenda progressista de debates, associada a atividades culturais e festivas de interação entre todas e todos os participantes.

Iniciando a programação as Coordenadoras da Executiva Estadual, Irene Cassiano e Shirley Behrends, fizeram um breve histórico de apresentação da UBM e os avanços da corrente emancipacionistas no estado do Rio de Janeiro. A seguir foi realizada pela palestrante Dilceia Quintela, Secretaria da Mulher do PCdoB, e moderadora, Monica Gurjão, membro de Executiva Estadual e Nacional da UBM; uma Análise da Conjuntura Politica em que destacou os avanços conquistados nestes mais de 40 anos de luta concreta, o desmonte promovido no Estado durante décadas dominadas por conservadores neoliberais, as conquistas no campo mais progressista com Lula no poder e a vitória de Dilma como Presidenta e especialmente a organização do movimento para garantir a efetividade dos avanços e prosseguir a luta.

Apresentada por Ana Rocha, Presidente do PCdoB do estado do Rio de Janeiro um painel sobre “A Corrente Emancipacionista e o Projeto Nacional de Desenvolvimento”, embasado nos pressupostos Marxista-Leninista para compreensão da opressão de gênero e a transversalidade de raça dentro de uma sociedade de classes e a superação dos desafios encontrados para participação da mulher no novo Projeto Nacional de Desenvolvimento.

Dentre as “Resoluções do 8º Congresso da UBM” foi destacado o debate sobre o Mundo do Trabalho, com apresentação de Mônica Custódio, metalúrgica e membro da Executiva da UNEGRO e Raimunda Leone, metalúrgica e da Executiva Nacional e estadual da UBM em que as palestrantes analisaram a situação da mulher, que apesar de representar 41,7% da população ativa ainda tem no trabalho informal a concentração maior de mão de obra , chegando a 52%, sem garantia dos direitos sociais e as dificuldades encontradas no mundo ainda predominante machista , conservador , preconceituoso e racista. 

A seguir, Sonia Latgé, Presidente do PCdoB da Capital, debateu “ A Mulher nos Espaços de Poder “ abordando sob o ponto de vista histórico-cultural-social a baixa representatividade da mulher nos espaços de poder.

O debate sobre a questão da “Violência contra a mulher” foi dirigido por Helena Piragibe, membro da Executiva Nacional e coordenadora estadual da UBM, que fez uma reflexão sobre a opressão e a subordinação da mulher e o surgimento das classes.

Foi reservado um momento especial de organizar as estruturas municipais da UBM no estado sendo debatido um documento apresentado pela Executiva Estadual onde foram votadas Resoluções que nortearam as atividades da UBM , com o objetivo de promover a emancipação da mulher e a luta por uma sociedade mais justa e igualitária .

“O Seminário contribuiu para formação e capacitação de novas lideranças e aprimorar o debate no campo progressista visando o coletivo e a participação das mulheres em todas as fases dos debates explicita a disposição clara e objetiva de construir um Brasil socialista” . ( Helena Piragibe )


Publicado em: http://www.vermelho.org.br/rj/noticia.php?id_noticia=198786&id_secao=101

domingo, 30 de setembro de 2012

Enfermagem | Ivone Evangelista Cabral - 16/05/2011

UBM convoca mulheres para campanha ‘Mulher, seu voto não tem preço’

09_14_2012_manifesto_setembro
Dia 27 de setembro: UBM convoca mulheres para campanha ‘Mulher, seu voto não tem preço’
A União Brasileira de Mulheres(UBM) convoca as mulheres de todo o país para participarem, no dia 27 de setembro, da campanha “Mulher, seu voto não tem preço”. O principal objetivo é intensificar a divulgação do Manifesto da UBM - Mulher, seu voto não tem preço, que vai apresentar a plataforma política de uma gestão pública para as cidades com atenção às questões de gênero nas eleições 2012. A plataforma tem como centralidade a qualidade de vida da população, compreendendo que a mulher brasileira ainda enfrenta problemas seculares, oriundos de uma sociedade que ainda transforma as diferenças em desigualdades sociais e econômicas.
“É preciso se firmar nestas eleições 2012, compromissos com os frutos da luta histórica das mulheres. As futuras gestoras e futuros gestores municipais têm de assumir o Pacto Nacional de enfrentamento a violência contra Mulher, políticas públicas que assegurem os direitos sexuais e reprodutivos, construção de creches com educação em tempo integral, dentre outras conquistas histórias”, defende a direção da UBM.
A campanha “Mulher seu voto não tem preço” é também importante para incentivar a necessidade de ampliar a participação das mulheres nas instâncias de poder. É uma mobilização para que a sociedade eleja mais mulheres comprometidas com o projeto nacional de desenvolvimento.
Abaixo o conteúdo do Manifesto da UBM
Mulher, seu voto não tem preço, alerta UBM
Nós, mulheres, conquistamos uma grande vitória ao eleger em 2010, a primeira mulher a presidir a 7º economia do mundo, e com uma trajetória política amalgamada pelos interesses do povo brasileiro.
Mas, é preciso avançar muito mais, pois somos 51,8 % do eleitorado brasileiro e não temos nem 10% de mulheres no Parlamento Brasileiro. Nós precisamos exercer plenamente o direito a cidadania e para isso é importante atuarmos na defesa de políticas públicas que venham a construir uma sociedade igualitária.
Em 2012, as cidades brasileiras estão vivendo momentos propícios para debates de grandes temas que atingem a população como a segurança pública, saúde, educação, emprego e desenvolvimento sustentável. E nós, mulheres, não podemos perder a oportunidade de apresentar a nossa opinião. Nas eleições de 2012, precisamos enfrentar o grave problema para a democracia brasileira da baixa inserção feminina nas instâncias de poder, e a UBM se compromete com essa luta de eleger mais mulheres que se identificam com o projeto político de mudanças protagonizado pela Presidenta Dilma Roussef. Queremos prefeitas e vereadoras que tenham a responsabilidade de construir políticas públicas que consolidem os direitos sociais para o povo, propomos:
Saúde: defender o SUS, garantindo a ampliação de uma rede de atendimento digno e eficaz, e o acesso aos serviços com muito respeito ao nosso corpo e às diferentes fases de nossas vidas.
Educação: elaborar e fiscalizar conteúdos escolares e da mídia, que eduquem para o respeito às diferenças, combatam os estereótipos e valorizem as mulheres. Garantia de escolas de período integral.
Trabalho: valorizar o trabalho sem discriminação e com carteira assinada; Licença-maternidade de 6 meses com garantia do emprego.
Violência: fazer cumprir a Lei Maria da Penha, garantir a implementação dos juizados especiais, a ampliação do número de casa abrigo e da rede de atendimento às mulheres em situação de violência. Capacitação dos profissionais que atuam nas DEAMs.
Queremos mais!
Cidades mais humanas, com medidas que melhorem a vida cotidiana das mulheres, como iluminação pública eficiente, equipamentos sociais, saneamento, esporte, cultura e lazer, transporte e habitação.
Mais participação das mulheres nos espaços de poder.
Instrumentos capazes de combater a mortalidade materna, inclusive implantando os Comitês de Prevenção da Mortalidade Materna.
Defender e fiscalizar a implementação do III Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, não admitindo retrocessos.
Queremos a legalização do aborto.
Oportunizar autonomia econômica com incentivos para a cidadania das mulheres que garantam a participação em condições de igualdade, com formação profissional em horários especiais, criação e funcionamento de lactários e creches.
Fortalecimento e ampliação da democracia brasileira com a superação da subrepresentação feminina nas decisões em nosso país.
Participar da política é consolidar a democracia com mais poder; mais respeito; mais igualdade; mais justiça social. Por um mundo de igualdade, contra toda a opressão.
A União Brasileira de Mulheres(UBM) convoca as mulheres de todo o país para participarem, no dia 27 de setembro, da campanha “Mulher, seu voto não tem preço”. O principal objetivo é  intensificar a divulgação do Manifesto da UBM(abaixo) que vai apresentar a plataforma política de uma gestão pública para as cidades, com atenção às questões de gênero nas eleições 2012. A plataforma tem como  centralidade a qualidade de vida da população, compreendendo que a mulher brasileira ainda enfrenta problemas seculares, oriundos de uma sociedade que ainda transforma as diferenças em desigualdades sociais e econômicas.
“É preciso se firmar nestas eleições 2012, compromissos com os frutos da luta histórica das mulheres. As futuras gestoras e futuros  gestores municipais têm de assumir o Pacto Nacional de enfrentamento a violência contra Mulher, políticas públicas que assegurem os direitos sexuais e reprodutivos, construção de creches com educação em tempo integral, dentre outras conquistas histórias”, defende a direção da UBM.
A campanha “Mulher seu voto não tem preço”  é também importante para incentivar  a necessidade de ampliar a participação das mulheres nas instâncias de poder. É uma mobilização para que a sociedade eleja mais mulheres comprometidas com o projeto nacional de desenvolvimento.
Abaixo o conteúdo do Manifesto da UBM:
Mulher, seu voto não tem preço, alerta UBM
Nós, mulheres, conquistamos uma grande vitória ao eleger em 2010, a primeira mulher a presidir a 7º economia do mundo, e com uma trajetória política amalgamada pelos interesses do povo brasileiro.
Mas, é preciso avançar muito mais, pois somos 51,8 % do eleitorado brasileiro e não temos nem 10% de mulheres no Parlamento Brasileiro. Nós precisamos exercer plenamente o direito a cidadania e para isso é importante atuarmos na defesa de políticas públicas que venham a construir uma sociedade igualitária.
Em 2012, as cidades brasileiras estão vivendo momentos propícios para debates de grandes temas que atingem a população como a segurança pública, saúde, educação, emprego e desenvolvimento sustentável. E nós, mulheres, não podemos perder a oportunidade de apresentar a nossa opinião. Nas eleições de 2012, precisamos enfrentar o grave problema para a democracia brasileira da baixa inserção feminina nas instâncias de poder, e a UBM se compromete com essa luta de eleger mais mulheres que se identificam com o projeto político de mudanças protagonizado pela Presidenta Dilma Roussef. Queremos prefeitas e vereadoras que tenham a responsabilidade de construir políticas públicas que consolidem os direitos sociais para o povo, propomos:
Saúde: defender o SUS, garantindo a ampliação de uma rede de atendimento digno e eficaz, e o acesso aos serviços com muito respeito ao nosso corpo e às diferentes fases de nossas vidas.
Educação: elaborar e fiscalizar conteúdos escolares e da mídia, que eduquem para o respeito  às diferenças, combatam os estereótipos e valorizem as mulheres. Garantia de escolas de período integral.
Trabalho: valorizar o trabalho sem discriminação e com carteira assinada; Licença-maternidade de 6 meses com garantia do emprego.
Violência: fazer cumprir a Lei Maria da Penha, garantir a implementação dos juizados especiais, a ampliação do número de casa abrigo e da rede de atendimento às mulheres em situação de violência. Capacitação dos profissionais que atuam nas DEAMs.
Queremos mais!
Cidades mais humanas, com  medidas que melhorem a vida cotidiana das mulheres, como  iluminação pública eficiente, equipamentos sociais, saneamento, esporte, cultura e lazer, transporte e habitação.
Mais participação das mulheres nos espaços de poder.
Instrumentos capazes de combater a mortalidade materna, inclusive implantando os Comitês de Prevenção da Mortalidade Materna.
Defesa e fiscalização da implementação do III Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, não admitindo retrocessos.
Queremos a legalização do aborto.
Autonomia econômica com incentivos para a cidadania das mulheres que garantam a participação em condições de igualdade, com formação profissional em horários especiais, criação e funcionamento de lactários e creches.
Fortalecimento e ampliação da democracia brasileira com a superação da subrepresentação feminina nas decisões em nosso país.
Participar da política é consolidar a democracia com mais poder; mais respeito; mais igualdade; mais justiça social. Por um mundo de igualdade, contra toda a opressão.

terça-feira, 4 de setembro de 2012


Informamos que , hoje , 4 de setembro, às 16h no Palácio Guanabara estarão tomando posse   do Conselho Deliberativo do CEDIM/RJ - Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, mandato 2012/2016 as seguintes entidades:
  • PCdoB - Dilceia Quintela
  • UBM -   Helena Piragibe
  • Sindicato dos Metalúrgicos - Glória
  • CTB - Raimunda Leone
  • UNEGRO - Claudia Vitalino